O
dia nasce à tarde chega e logo vem à noite me trazendo mais e mais dor. Para
que chorar em vão se tudo mudou? Não tenho mais porque viver, só me restará
lágrimas, do que parecia ser só mais uma emoção. Eu já não me pertenço mais, o
medo me desfaz, escondo-me, pois o tempo está acabando. Depois da chuva eu
continuo chorando, eu me sinto como nada. Pois você costumava ser o meu porto
seguro depois dela. Mas toda essa dor é apenas uma lembrança de que você
existiu.
Sim, eu não sei o que fazer, estou perdida. Você era tudo pra mim, me
fazia acreditar que tudo isso era real. Porém você não me ensinou a te deixar e
a lidar com isso. Pôs-me para o chão, aos prantos, aos pedaços eu continuo sem
saber o que fazer. Deixou-me ateando fogo à chuva, eu senti meu coração parar,
estava na escuridão, minhas mãos não chegavam à luz.
Todos os jogos que você fazia, acabava vencendo. Deixou-me lá, com a
dor, eu queimava e gritava seu nome. Eu sentia que era a ultima vez, mas às
vezes sentia que você queria voltar, para eu me perder mais. Mas era a última
vez, a última vez. Eu deixei queimar.
Você me fez mal de novo, mas eu deixei ir, para onde não sei sempre me
lembrava do seu rosto e nosso ultimo beijo, e eu queimava. Eu não consigo
controlar, perdi tudo, e ganhei a escuridão que anda sempre comigo. Você foi
embora e me deixou só, sem explicação, quebrou meu coração e minha alma para se
salvar, mas eu ainda não consigo controlar a dor que sinto desde o dia em que
me deixou.
Tentei me esquecer de tudo, me livrar de
tudo, não consegui ficar sozinha no meio de todo esse furacão que me cerca as
pessoas não me olham mais nos olhos, o medo transparece. Esta claro na minha
mente e eu estou voltando a gritar seu nome, sozinha. Como pode? Nós tínhamos
tudo e perdemos, como se jogássemos palavras ao vento, mas o que mais dói é
saber que você está perto e ver você indo embora assim, dói demais. A dor de
perder você é grande, acho que não consigo parar de sangrar. Mas já senti que o
adeus chegou e eu não reparei tudo já se foi e eu continuo sobrevivendo nas
nossas lembranças. Fazendo com que a dor seja a única lembrança boa de todos
esses “eu te amo” vagos que você disse da boca pra fora. – Gabriela Barcellos
Nenhum comentário:
Postar um comentário