sexta-feira, 13 de abril de 2012


   O dia nasce à tarde chega e logo vem à noite me trazendo mais e mais dor. Para que chorar em vão se tudo mudou? Não tenho mais porque viver, só me restará lágrimas, do que parecia ser só mais uma emoção. Eu já não me pertenço mais, o medo me desfaz, escondo-me, pois o tempo está acabando. Depois da chuva eu continuo chorando, eu me sinto como nada. Pois você costumava ser o meu porto seguro depois dela. Mas toda essa dor é apenas uma lembrança de que você existiu.
    Sim, eu não sei o que fazer, estou perdida. Você era tudo pra mim, me fazia acreditar que tudo isso era real. Porém você não me ensinou a te deixar e a lidar com isso. Pôs-me para o chão, aos prantos, aos pedaços eu continuo sem saber o que fazer. Deixou-me ateando fogo à chuva, eu senti meu coração parar, estava na escuridão, minhas mãos não chegavam à luz.
   Todos os jogos que você fazia, acabava vencendo. Deixou-me lá, com a dor, eu queimava e gritava seu nome. Eu sentia que era a ultima vez, mas às vezes sentia que você queria voltar, para eu me perder mais. Mas era a última vez, a última vez. Eu deixei queimar.
      Você me fez mal de novo, mas eu deixei ir, para onde não sei sempre me lembrava do seu rosto e nosso ultimo beijo, e eu queimava. Eu não consigo controlar, perdi tudo, e ganhei a escuridão que anda sempre comigo. Você foi embora e me deixou só, sem explicação, quebrou meu coração e minha alma para se salvar, mas eu ainda não consigo controlar a dor que sinto desde o dia em que me deixou.
      Tentei me esquecer de tudo, me livrar de tudo, não consegui ficar sozinha no meio de todo esse furacão que me cerca as pessoas não me olham mais nos olhos, o medo transparece. Esta claro na minha mente e eu estou voltando a gritar seu nome, sozinha. Como pode? Nós tínhamos tudo e perdemos, como se jogássemos palavras ao vento, mas o que mais dói é saber que você está perto e ver você indo embora assim, dói demais. A dor de perder você é grande, acho que não consigo parar de sangrar. Mas já senti que o adeus chegou e eu não reparei tudo já se foi e eu continuo sobrevivendo nas nossas lembranças. Fazendo com que a dor seja a única lembrança boa de todos esses “eu te amo” vagos que você disse da boca pra fora. – Gabriela Barcellos

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