“Era paralisante aquela sensação de que um buraco imenso tinha sido cavado em meu peito e que meus órgãos mais vitais tinham sido arrancados por ele, restando apenas sombras, cortes abertos que continuavam a latejar e a sangrar apesar do passar do tempo. Meu coração devia estar batendo, mas eu não conseguia ouvir o som de minha pulsação nos ouvidos; minhas mãos pareciam azuis de frio. Eu me encolhi, abraçando as costelas parar não partir ao meio. Lutei para ter meu torpor, minha negação, mas isso me fugia.
E, no entanto, achei que podia sobreviver. Eu estava alerta, sentia dor – a perda dolorosa que se irradiava de meu peito, provocando ondas arrasadoras de dor pelos membros e pela cabeça – mas era admirável eu podia sobreviver a isso.” – Bela – Lua Nova

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